Venturas e desventuras de um estudante de medicina
In: Na Real
23 Dec 2009Todo final de ano é sempre a mesma coisa: correria, trânsito, stress, falta de tempo, falta de dinheiro, descuido da balança e um clima de falsa euforia que chega a irritar.
Esse ano a notícia da morte de um antigo desafeto de maneira trágica veio quebrar esse turbilhão de emoções que antecedem o período de festas e me trazer de volta à realidade.
Engraçado como jamais me passou pela cabeça que uma notícia dessas fosse mexer tanto comigo, mas a verdade é que mexeu.
Não convém revelar aqui o motivo de nossas desavenças, mas – que se dane o politicamente correto – cabe registrar que eu nunca odiei tanto alguém como odiei esse cara. E tenho certeza de que a recíproca é (ou era, sei lá) verdadeira.
O nó na garganta me dá a certeza de que não vale a pena levar tudo tão a ferro e fogo. Não fosse pelo orgulho, talvez tivéssemos passado a limpo nossas divergências e quem sabe até iniciado uma amizade…
Pena ter me dado conta disso tão tarde.
O negócio é tocar a bola pra frente e tentar colocar isso em prática desde já. O Ano Novo taí pra isso e a vida é muito curta pra desperdiçar tempo com um sentimento tão pequeno como o ódio.
Descanse em paz, C.
Doutor JuNiOr é como me chamam desde que, aos 27 anos, larguei a perspectiva de uma vida estável pra correr atrás da minha verdadeira vocação, a medicina. Meu objetivo aqui é discorrer sobre os mais variados assuntos, de política a cultura pop, entre tantos outros que adoro, além, é claro, de narrar as venturas e desventuras de um estudante de medicina.